WAY BACK ZA KEPLER: espaço sideral
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A CHUVA

 












A CHUVA 
Aqui neste telúrico acontece algo muito interessante. O que eles chamam aqui de chuva. Que nada mais é que a água que esta no solo ou mesmo aquela água do mar, ao ser aquecida pela luz solar muda de estado, modificando sua estrutura física e indo de encontro a este mesmo sol. Mas quando chegam a certa altura deixa de fazê-lo e posteriormente, após alguns acontecimentos que ainda não pude analisar, voltam para a terra em estado líquido novamente e com a temperatura mais baixa que veio a subir. Mas saber tudo isto ou mesmo querer saber mais, deixou de ser importante quando eu me expus na chuva. Deixei que ela caísse sobre mim, porque vi a mesma caindo sobre outras pessoas que embora algumas se protegessem com equipamentos por aqui chamados de guarda-chuva, ou mesmo qualquer outra coisa que estivesse esta pessoa segurando, algumas não se importavam de esta água cair sobre si mesma. Foi uma sensação que ainda não tinha sentido, porque ainda não tinha visto chuva anteriormente, até já tinha ouvido falar que ela existia, mas para mim eram apenas dizeres dos que faziam a V.I.L.F.C.D.F.C.M.
Lavar o corpo para a retirada de resíduos e alcalines que se grudam a ele durante o dia, faço-o todos os dias, mas deixar esta chuva cair sobre o corpo da gente, é outra sensação além do fato de esta água que cai do alto vem com a temperatura mais baixa e provoca um choque térmico que, a principio e se não for por longo tempo, provoca uma reação química corporal que induz o organismo de quem estiver sob a mesma, a produzir hormônios que modifica a estrutura emocional do corpo. Dai esta sensação muito gostosa de quando se esta na chuva. À medida que esta chuva precipita sobre a terra com mais força e maior quantidade por um tempo menor, a sensação excitante de antes se modifica e as reações nos pedem para sair dela.
De qualquer forma, gostei da chuva. Estou começando a gostar daqui mais que devia ou queria, ou mesmo podia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O APARTAMENTO















O APARTAMENTO
Assim como qualquer um daqui, preciso de local para me proteger das intempéries que ocorrem e também para que possa estar sozinho na minha tentativa de conseguir identificar o motivo pelo qual não consigo ser aqui o que posso ser lá. Como já estava trabalhando, fiz o que muitos daqui fazem. Fiz um acerto com o dono de um tido como Apartamento. Darei a ele parte do dinheiro que me é dado pelo meu trabalho, todos os dias de um determinado tempo que  sempre retorna e os daqui chamam de mês. 
Assim, aluguei um apartamento. Este fica no local mais alto que pude fazê-lo. É importante que eu esteja o mais afastado possível do piso base para tentar de alguma forma descobrir o que aconteceu, quando aqui cheguei e não pode mais fazer o que fazia lá.
Estou no que chamam de 38º andar de um edifício. Muitos daqui moram neste edifício. Ouvi dizer que seriam mais de quinhentos. Sempre que estou chegando ou saindo, encontro inúmeros deles. Alguns me cumprimentam como são costumes por aqui, outros não e parecem nem perceber a minha presença. O que para mim é bom. Mas parece que estes fazem isto com muitos. Não sei o significado disto ainda, talvez tenham uma ligação maior na Microsópica fusão Cósmica.
Morando neste dito apartamento, tive também que adquirir objetos que se colocam nestes ditos apartamentos para que se passa fazer as coisas, entrar em alfa quando chega a hora certa, não posso fazer isto aqui como fazia lá, e por isto preciso do que chama de cama. São tantos objetos que se coloca dentro dos apartamentos que nem sei para que sirva a maioria deles. Mas o proprietário de tido apartamento providenciou a aquisição de todos que ele dizia eu precisar. Tudo que tinha que fazer era dar a ele mais dinheiro a cada dia daquele determinado tempo que aqui chamam de mês.
Enfim, como este proprietário do tido apartamento mesmo disse, eu tinha um lugar decente para morar.
Para mim, um lugar onde podia ficar sem que tivesse qualquer um daqui podendo me observar.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O DINHEIRO















O DINHEIRO
Convivendo com os daqui, percebi alguns hábitos e costumes deles no que se refere às inúmeras tentativas de se conseguir o indispensável para seguir neste telúrico. 
Estando ciente eles de que a maneira mais segura, aqui,  de se obter o indispensável seria o trabalho. Ainda assim busca obter o "dinheiro", um papel com texturas helicoidais e algumas figuras, usado na troca por qualquer outro objeto que se necessite desde que a quantidade deste papel que se possui seja suficiente para isto, sem  precisar do trabalho.
fazem isto em locais onde escolhem aleatoriamente alguns números e marcam estes em um papel com inúmeros números e se, posteriormente, quando se divulgam alguns números em certa ordem, se estes coincidirem com as que  os daqui escolheram naquele referido papel, receberam dinheiro pelo feito. 
Muitas vezes em grande quantidade. 
Porém, para marcar estes números naquele referido papel com inúmeros dele, deve-se antes, da mesma forma que se usa para adquirir qualquer coisa que se precise, deixar o dinheiro que tanto buscam, como forma de pagamento pela tentativa de se conseguir acertar a ordem daqueles números anteriormente marcados. 
Ficou clara a incoerência dos daqui, porque quanto mais dinheiro se tem aqui, mais fácil torna o seu viver neste telúrico, então porque usar este dinheiro, sabendo que em sua maioria quase que absoluta, apenas deixarão o que tinham e não levarão nada.
Convivendo com os daqui descobri que isto para eles se chama "sorte". Simples, se tiverem sorte de marcarem com exatidão os números que serão revelados posteriormente, levaram grande quantidade de dinheiro. Que é tudo que buscam neste telúrico, e devem buscar mesmo, pois sem ele o viver torna-se impossível.
Eu também preciso deste dinheiro, porque mesmo sendo de lá, ainda não sei por que, tenho que agir como os daqui, doutra forma, embora tenha tentado, ainda não consegui outra maneira de me manter aqui neste telúrico.
Mas acredito que é tudo uma questão de tempo.