WAY BACK ZA KEPLER: way back
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O MAR

 













O MAR
No dia em que não trabalho, o que os daqui chama de Domingo, fui conhecer de perto o que eles chamam de mar. Que nada mais é que a união de dois elementos para se formar uma molécula onde há dois átomos de um elemento fundido a outro átomo formando assim o terceiro. Não sei por que eles tornam tudo mais difícil mudando o que já era comum.
Mas enfim, diante desta massa de água em movimento, pude ver que alguns daqui se jogam nesta água até certo ponto e ficam ali de pé, esperando o pulso energético que ocorre nesta água vir em suas direções. E quando este pulso, que aqui chamam de onda, chegam até eles, dão um pulo deixando passar o pulso energético que será dissipado quando do encontro desta com a areia.
Fiquei tentando entender o porquê daquilo ritual. Ficar de pé, esperar chegar a onda, pular e esperar que outra onda volte. E fazem isto, às vezes, por tempos longos que definidos por eles, seriam horas.
Nem todos ficam a espera desta onda, outros ficam se movimentando de um lado a outro, o que por aqui chamam de nadar nesta água.
O mais interessante foi ver que muitas, muitas mesmo, pessoas ficam próxima a esta água, sentada no piso deste mar onde água não alcança, que aqui chamam de areia ou em cadeiras, sempre recebendo a fonte de energia composta de hidrogênio e hélio sendo consumido por si mesmo, que aqui chamam de sol.
Estou aqui, diante deste mar, que é de uma cor primária muito comum por aqui, que ocupa a maior parte do piso deste telúrico, sempre em movimento. 
As pessoas parecem  ficar felizes quando estão neste mar ou por estarem felizes veem para o mar.
O fato é que muitas pessoas veem aqui e, quando o chamado sol se põe atrás da curvatura deste telúrico, que chamam e terra, e desaparecem, as pessoas também saem da praia e voltam para seus lugares.
Achei relevante conhecer o mar, mas por enquanto só o observei. Vamos ver, quando eu acreditar que poderia arriscar, ver o que acontece se eu entrar nele.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A SORTE

 












A SORTE
Mesmo sabendo dos detalhes da Fusão Cósmica Crosmocópica, fui tentar esta tão apaixonante pelos daqui, jogo de loteria.
Existem vários tipos de jogos para se tentar ganhar muito dinheiro fácil e rapidamente. A maioria é preciso marcar números.
Então, já que estou aqui e não posso agir como um de lá, comecei a agir como um daqui e fiz alguns destes jogos. Como dizem aqui, não tive "sorte" e não ganhei nada.
Interessante que após fazer os jogos, sabendo que durante a semana, tempo de espaço determinado pelos daqui para dizerem onde começa um ciclo e onde termina para depois começar outro, mas na verdade é tudo a mesma coisa, fui tomado por um impulso inexplicável que me levava a voltar e fazer novos jogos, mesmo com a certeza quase que absoluta de que não iria ganhar.
E assim fui aprendendo a jogar estes jogos, que são praticamente iguais, o que os diferenciam são os nomes, me vi tão envolvido com os jogos que passei a fazê-los todo o dia do mesmo ciclo chamado pelos daqui  de semana.
Assim, todas as sextas feira, um dia marcado no tempo por eles, que vai e sempre volta, confesso que não entendi ainda o porque disto, venho até as chamadas Casas Lotéricas para fazer os tais jogos. Já estou até familiarizado com os jogos. Mega sena, Loto Fácil, Lotomania que são os três em que tento a tão sonhada sorte, de vários outros. Todos relacionados a números.
No final das contas é até divertido. A gente fica com o pensamento voltado para o dia do resultado, esperando pela possibilidade quase inexistente, e já sabendo disto, pelo improvável acontecimento de em um acaso do destino, ainda que ele pudesse decidir algo, de uma rara Junção Cósmica Gaustilástica de os números virem a coincidirem: o jogado e o apurado.
Embora minha capacidade de realizar o que me eh facultativo fazê-lo esteja bloqueada por alguma reação cósmica que há neste planeta, estou até gostando de algumas coisas que os daqui fazem e, que para mim seria coisa de eras passadas, 
Está parecendo mais uma volta no tempo, num tempo muito distante.