WAY BACK ZA KEPLER

domingo, 30 de dezembro de 2012

AS SEGUNDAS FEIRAS

 













AS SEGUNDAS FEIRAS
Segunda feira, o primeiro dia depois do dia em que não precisamos trabalhar, parece sempre um dia desanimador. Não apenas uma ou outra, mas todas as segundas feiras são assim. O que me intriga é o que leva a todos daqui a ter este mesmo sentimento. Sempre desanimado.
Acredito que seja do próprio corpo, que se acostuma a não cumprir horários no dia anterior, e depois ter que se adaptar a cumprir horário, ordens e tarefas.
Não sei por que, mas segundas feiras são sempre melancólicas. Meio que triste, principalmente na parte antes do almoço. Talvez a parte antes do almoço seja uma extensão do domingo que vai de encontro com, a parte de depois do almoço, que é uma antecipação da terça. Dai, parece que começamos a segunda feira meio que desanimado e após o almoço já nos alinhamos para o condicionamento da semana, seja físico, social ou mental.
Não devia me sentir assim, como os daqui, porque sou de lá, e lá, não tinha estes estranhos fisioquímicos acontecendo comigo.
Mais uma vez, isto comprova que estando aqui, somos inevitavelmente como um daqui. Não dá ou não se pode ser diferente. Por isto aqui todos são iguais, fazem praticamente a mesma coisa e tem as mesmas sensassões. 
Acredito que o sentimento que ocorre nas segundas feiras de manhã, não tenha nada a ver com o domingo em que se fica parado. Mas em um círculo de sete dias, contados pelo tempo deles daqui, em que ocorre uma determinada reação no corpo que induz a isto.
Isto que aqui é chamado de " Segunda Feira, dia da preguiça"

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A CHUVA

 












A CHUVA 
Aqui neste telúrico acontece algo muito interessante. O que eles chamam aqui de chuva. Que nada mais é que a água que esta no solo ou mesmo aquela água do mar, ao ser aquecida pela luz solar muda de estado, modificando sua estrutura física e indo de encontro a este mesmo sol. Mas quando chegam a certa altura deixa de fazê-lo e posteriormente, após alguns acontecimentos que ainda não pude analisar, voltam para a terra em estado líquido novamente e com a temperatura mais baixa que veio a subir. Mas saber tudo isto ou mesmo querer saber mais, deixou de ser importante quando eu me expus na chuva. Deixei que ela caísse sobre mim, porque vi a mesma caindo sobre outras pessoas que embora algumas se protegessem com equipamentos por aqui chamados de guarda-chuva, ou mesmo qualquer outra coisa que estivesse esta pessoa segurando, algumas não se importavam de esta água cair sobre si mesma. Foi uma sensação que ainda não tinha sentido, porque ainda não tinha visto chuva anteriormente, até já tinha ouvido falar que ela existia, mas para mim eram apenas dizeres dos que faziam a V.I.L.F.C.D.F.C.M.
Lavar o corpo para a retirada de resíduos e alcalines que se grudam a ele durante o dia, faço-o todos os dias, mas deixar esta chuva cair sobre o corpo da gente, é outra sensação além do fato de esta água que cai do alto vem com a temperatura mais baixa e provoca um choque térmico que, a principio e se não for por longo tempo, provoca uma reação química corporal que induz o organismo de quem estiver sob a mesma, a produzir hormônios que modifica a estrutura emocional do corpo. Dai esta sensação muito gostosa de quando se esta na chuva. À medida que esta chuva precipita sobre a terra com mais força e maior quantidade por um tempo menor, a sensação excitante de antes se modifica e as reações nos pedem para sair dela.
De qualquer forma, gostei da chuva. Estou começando a gostar daqui mais que devia ou queria, ou mesmo podia.