WAY BACK ZA KEPLER: viajnate de kepler
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domingo, 30 de dezembro de 2012

AS SEGUNDAS FEIRAS

 













AS SEGUNDAS FEIRAS
Segunda feira, o primeiro dia depois do dia em que não precisamos trabalhar, parece sempre um dia desanimador. Não apenas uma ou outra, mas todas as segundas feiras são assim. O que me intriga é o que leva a todos daqui a ter este mesmo sentimento. Sempre desanimado.
Acredito que seja do próprio corpo, que se acostuma a não cumprir horários no dia anterior, e depois ter que se adaptar a cumprir horário, ordens e tarefas.
Não sei por que, mas segundas feiras são sempre melancólicas. Meio que triste, principalmente na parte antes do almoço. Talvez a parte antes do almoço seja uma extensão do domingo que vai de encontro com, a parte de depois do almoço, que é uma antecipação da terça. Dai, parece que começamos a segunda feira meio que desanimado e após o almoço já nos alinhamos para o condicionamento da semana, seja físico, social ou mental.
Não devia me sentir assim, como os daqui, porque sou de lá, e lá, não tinha estes estranhos fisioquímicos acontecendo comigo.
Mais uma vez, isto comprova que estando aqui, somos inevitavelmente como um daqui. Não dá ou não se pode ser diferente. Por isto aqui todos são iguais, fazem praticamente a mesma coisa e tem as mesmas sensassões. 
Acredito que o sentimento que ocorre nas segundas feiras de manhã, não tenha nada a ver com o domingo em que se fica parado. Mas em um círculo de sete dias, contados pelo tempo deles daqui, em que ocorre uma determinada reação no corpo que induz a isto.
Isto que aqui é chamado de " Segunda Feira, dia da preguiça"

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O TRABALHO













O TRABALHO
Estando aqui e agindo como um deles, tenho que buscar o indispensável. Há muitas formas de obtê-lo. Algumas, por imposição e agindo como superior por trás de algo que pode aniquilar o seu igual. E conseguem, mas ao contrário do que preciso, evitam-se as multidões. A outra forma, e comum até, foi a que busquei, porque esta o torna tão igual aos daqui, que dificilmente diriam que sou de lá. Esta lide, diferente de tudo que poderia eu imaginar é necessário para obter-me o indispensável. Usar as mãos para fazer o que se propõe no intuito de adquirir o indispensável quando só se sabe usar a transmissão de informação é desafio que precisa ser vencido. E para que eu possa participar deste conjunto de pessoas daqui fazendo algo, em conjunto ou não,  em troca do indispensável, preciso do conhecimento nas mãos. Não o conhecimento em usá-las para transmitir a informação do que se deseja ao que se é desejado, mas para executar o que se propõe usando as próprias mãos. O que aqui chamam de trabalho. 
Para se conseguir este "trabalho" é necessário que já o saiba fazer, na maioria das vezes. Mas se consegui alguns locais onde não seja necessário o saber fazer. Nestes locais, os daqui lhe ensinam como se faz. Foi em um destes que consegui "trabalho" para ter em troca um dos indispensáveis para permanecer aqui até que venham me buscar ou eu encontre o filamento crosmocópico. 
Já nem sei se conseguirei um ou outro.