WAY BACK ZA KEPLER: way back za
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O CONHECIMENTO















O CONHECIMENTO
Algum tempo convivendo com os daqui, pude perceber um processo que ocorre a eles em que não poderia seguer imaginar existisse.
A transferência de todas as informações contidas no  polímero de ambos que estão por formar um terceiro é somente estrutural e não são capazes de repassar as informações relativas ao conhecimento. Com isto, os formados pelos polímeros de ambos, têm que adquirir este conhecimento no curto tempo em que as informações que lhe foram passadas já determinaram previamente.
Fiquei, diante desta constatação, incapaz de conceber um aforismo de como os daqui evolvem. 
Uma vez que os terceiros surgem sem conhecimento algum e em pouco mais da metade do tempo em que estão previamente determinados a ficarem aqui, são capazes de receber o conhecimento e ficarem ao nível dos que lhes passaram os polímeros, deixou em mim  uma perquirição.
Como pode os daqui evolver? Como podem adquirir mais conhecimento dos que lhes formaram?
Convivendo com os daqui, obtive a resposta ao meu próprio questionamento. Apenas a menor parte deste todo, acredito que selecionado previamente na transferência das informações de ambos para o terceiro, recebem um nucleotídeo a mais. Este nucleotídeo extra lhe proporciona o conhecimento além do que lhe é passado pelos que lhes formaram. Geralmente, ao que pude entender, este nucleotídeo entra em ação somente, em raras exceções pode acontecer durante e em raríssimas, antes, após agregar para si o que lhe é passado pelos que lhes formaram. Que dura pouco mais da metade do tempo que lhe foi imputado previamente, quando se sua formação.
O que pude agregar para mim, referente à capacidade de progresso do formado ante os formadores, que o responsável por este intrigante processo, o faz independentemente da vontade do formado. E se processa microscopicamente,  levando ao que se destina, por uma seleção feita, não aleatoriamente, mas preparada nos formadores e somente quando os pares de formadores tornem esta possível seleção.
O que garante aos daqui à evolução lenta, mas progressiva. 
Então fica um questionamento no espaço. Isto seria uma perfeição ou um erro de formação que os impede de serem como os de lá?

O TRABALHO













O TRABALHO
Estando aqui e agindo como um deles, tenho que buscar o indispensável. Há muitas formas de obtê-lo. Algumas, por imposição e agindo como superior por trás de algo que pode aniquilar o seu igual. E conseguem, mas ao contrário do que preciso, evitam-se as multidões. A outra forma, e comum até, foi a que busquei, porque esta o torna tão igual aos daqui, que dificilmente diriam que sou de lá. Esta lide, diferente de tudo que poderia eu imaginar é necessário para obter-me o indispensável. Usar as mãos para fazer o que se propõe no intuito de adquirir o indispensável quando só se sabe usar a transmissão de informação é desafio que precisa ser vencido. E para que eu possa participar deste conjunto de pessoas daqui fazendo algo, em conjunto ou não,  em troca do indispensável, preciso do conhecimento nas mãos. Não o conhecimento em usá-las para transmitir a informação do que se deseja ao que se é desejado, mas para executar o que se propõe usando as próprias mãos. O que aqui chamam de trabalho. 
Para se conseguir este "trabalho" é necessário que já o saiba fazer, na maioria das vezes. Mas se consegui alguns locais onde não seja necessário o saber fazer. Nestes locais, os daqui lhe ensinam como se faz. Foi em um destes que consegui "trabalho" para ter em troca um dos indispensáveis para permanecer aqui até que venham me buscar ou eu encontre o filamento crosmocópico. 
Já nem sei se conseguirei um ou outro.