WAY BACK ZA KEPLER: trabalho
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O SEGUNDO NOME

 













O SEGUNDO NOME
Todos os dias, tempo marcado pelos daqui, durante seis deles consecutivos, depois pulo um dia sem ir ao trabalho, vou trabalhar. O trabalho, segundo os daqui é para pessoas como eu, que não sabe fazer nada. Não estava acostumado a fazer, o que chamam por aqui, força. E neste trabalho tenho que fazer bastante força. Que nada mais é que colocar os músculos em ação para provocar uma reação naquilo que se deseja, e assim movimentar o que sofreu a reação inicial.
Os daqui até me deram um nome, aliás, todos que fazem este serviço igual ao meu, tem o mesmo nome. Na verdade um segundo nome, pois já tenho o meu. Mas eles insistem em dar um segundo nome a todos que trabalham. E se a pessoa faz o mesmo que a outra recebe o segundo nome igual. Muito interessante isto.
Enfim, meu segundo nome dado pelos daqui que trabalham no mesmo local que eu foi "chapa de Caminhão".
Este segundo nome é sempre falado enquanto estou no trabalho, pois quando termina o tempo de estar ali e volto para o apartamento onde fico a noite, meu nome volta a ser o anterior e primeiro.
Tem algumas pessoas no local onde eu trabalho que receberam um segundo nome diferente. Alguns são Chefes, Patrão, Cara do computador, Secretária, Motoqueiro e outros mais.
Eu não sou de ficar conversando com os que trabalham comigo, eles fazem muitas perguntas, que nada mais é querer obter informações ditas por mim sobre mim mesmo. 
E isto seria inexplicável. 
O fato é que para se conseguir este tão necessário dinheiro neste telúrico é muito mais difícil que eu podia imaginar. Mas por enquanto, as coisas deverão ficar assim.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O TRABALHO













O TRABALHO
Estando aqui e agindo como um deles, tenho que buscar o indispensável. Há muitas formas de obtê-lo. Algumas, por imposição e agindo como superior por trás de algo que pode aniquilar o seu igual. E conseguem, mas ao contrário do que preciso, evitam-se as multidões. A outra forma, e comum até, foi a que busquei, porque esta o torna tão igual aos daqui, que dificilmente diriam que sou de lá. Esta lide, diferente de tudo que poderia eu imaginar é necessário para obter-me o indispensável. Usar as mãos para fazer o que se propõe no intuito de adquirir o indispensável quando só se sabe usar a transmissão de informação é desafio que precisa ser vencido. E para que eu possa participar deste conjunto de pessoas daqui fazendo algo, em conjunto ou não,  em troca do indispensável, preciso do conhecimento nas mãos. Não o conhecimento em usá-las para transmitir a informação do que se deseja ao que se é desejado, mas para executar o que se propõe usando as próprias mãos. O que aqui chamam de trabalho. 
Para se conseguir este "trabalho" é necessário que já o saiba fazer, na maioria das vezes. Mas se consegui alguns locais onde não seja necessário o saber fazer. Nestes locais, os daqui lhe ensinam como se faz. Foi em um destes que consegui "trabalho" para ter em troca um dos indispensáveis para permanecer aqui até que venham me buscar ou eu encontre o filamento crosmocópico. 
Já nem sei se conseguirei um ou outro.